Daniel Vorcari foi detido no aeroporto de Brasília no momento em que se preparava para embarcar em seu jato particular com destino a Dubai.

Em uma operação de grande impacto no sistema financeiro nacional, a Polícia Federal prendeu, nesta terça-feira, os banqueiros Daniel Vorcari e Augusto Lima, controladores do Banco Master. A ação revela um esquema bilionário de fraudes que culminou na intervenção e liquidação da instituição pelo Banco Central.
Daniel Vorcari foi detido no aeroporto de Brasília no momento em que se preparava para embarcar em seu jato particular com destino a Dubai. A operação foi deflagrada um dia após o anúncio da venda do Banco Master para o grupo Fictor – uma manobra que, segundo investigações iniciais, poderia fazer parte da tentativa de desmonte do grupo econômico pelos controladores.
Esquema de fraudes e promessas de lucros irreais

De acordo com as apurações, os banqueiros são suspeitos de cometer vários tipos de fraude no mercado financeiro. A principal delas é a venda de carteiras de crédito inexistentes para investidores.
Há tempos, as operações do Banco Master chamavam a atenção no mercado por seu caráter incomum, oferecendo retornos de investimento consistentemente bem acima da média praticada pelo setor, um forte indício de irregularidade, segundo especialistas.
O estrago bilionário e a quebra
O rombo deixado pela instituição é colossal. Estima-se um passivo de **pelo menos R$ 45 bilhões**. Esse valor corresponde a aproximadamente um terço de todo o capital disponível no **Fundo Garantidor de Créditos (FGC)**, mecanismo que protege os correntistas e investidores, garantindo até R$ 250 mil por CPF em caso de falência de uma instituição financeira.
E o banco quebrou.
Junto com as prisões, o Banco Central anunciou a liquidação extrajudicial do Banco Master. Neste processo, o BC, órgão máximo de fiscalização do sistema financeiro, intervém diretamente no banco para supervisionar e garantir a liquidação ordenada das dívidas com todos os credores. Como parte dessa medida, aproximadamente R$ 12 bilhões em patrimônio dos controladores já foram bloqueados para futuramente compensar parte dos prejuízos.
A situação expõe uma grave falha de regulação e serve de alerta para investidores sobre os riscos de promessas de ganhos excessivos.
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